Copa do Mundo no estádio? Antes de gritar gol na arquibancada, torcedor precisa garantir o visto correto

Especialista alerta que erros no processo migratório podem impedir que torcedores assistam aos jogos

Divulgação Adidas

Por Rowena Romagnoli

A emoção de ver a Seleção Brasileira em campo durante a Copa do Mundo vai muito além da televisão para milhares de torcedores brasileiros. A cada edição do torneio, cresce o número de fãs que decidem atravessar fronteiras para viver a experiência de acompanhar os jogos de perto, sentir o clima dos estádios e fazer parte da festa que só uma Copa é capaz de proporcionar.

Mas, antes de vestir a camisa verde e amarela e planejar o roteiro entre jogos, é preciso atenção fora do campo. Questões burocráticas, especialmente relacionadas ao visto, podem definir se o sonho termina em comemoração ou em frustração ainda no aeroporto. Segundo a advogada de imigração Dra. Caroline Azevedo, o planejamento migratório deve começar junto com a compra das passagens e ingressos.

“O visto B-2, para turismo, é o mais indicado para brasileiros que pretendem viajar exclusivamente para assistir aos jogos da Copa do Mundo, sem exercer qualquer atividade profissional ou remunerada. Muitos torcedores acreditam que, por se tratar de um evento esportivo, existe um visto específico, mas, na prática, ele atende perfeitamente esse perfil, já que o objetivo da viagem é apenas lazer”, explica a especialista.

Caroline alerta ainda, que um dos principais erros cometidos pelos viajantes está no preenchimento dos formulários e na condução da entrevista consular. Informações inconsistentes, respostas vagas ou incompatíveis com a realidade financeira e profissional do solicitante podem levantar dúvidas e resultar na negativa do visto. “O consulado avalia se aquele torcedor tem vínculos fortes com o Brasil e se a viagem realmente é temporária. Por isso, organização, clareza e coerência são fundamentais”, destaca Dra. Caroline.

Entre as principais orientações estão: revisar cuidadosamente todos os dados informados nos formulários, levar documentos que comprovem renda, vínculo empregatício e residência no Brasil, além de se preparar para responder, com tranquilidade, perguntas sobre o roteiro da viagem, duração da estadia e retorno ao país.

“A entrevista não é um interrogatório, mas exige preparo. Assim como no futebol, improvisar demais pode custar caro”, compara a advogada.

Para os torcedores que sonham em cantar o hino no estádio e empurrar a Seleção rumo a mais um título, a dica é clara: tão importante quanto garantir o ingresso é garantir que toda a documentação esteja em dia. Afinal, fora de campo, quem não se planeja corre o risco de ficar no banco assistindo a Copa de casa.

*Com informações Lucky Assessoria de Comunicação

 

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